Filosofia para Crianças

Acompanhe-nos também no Facebook e subscreva o nosso canal no Youtube

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Ideia do Garatujo - exposição colectiva


A IDEIA DO GARATUJO 
Exposição de desenho infantil a partir das produções dos alunos dos 1º A, 2º A, 3º B, nas AECs de Filosofia para Crianças e Expressões, em articulação com os alunos de ARTES do ensino secundário.
Em exercícios que pretenderam desenvolver as competências da definição, identificação, diferenciação, seriação… foi pedido aos participantes para desenharem:

uma coisa que sei e uma que não sei,
uma roupa para o Pai Natal usar nos países quentes,
os convidados do teu aniversário,
tem preço vs não tem preço,
…                                                              
O desenho infantil é desprovido de técnica, do adquirido por uma escolarização. É não sujeito a pré-conceitos, é imediato, representa o vivenciado e não o percepcionado, típico do adulto.
Se o adulto facilmente se desencoraja do desenho por não dominar a técnica, a criança não se identifica com tal definição de desenho e representa o sentimento momentâneo automaticamente.

"Criar é próprio do Artista; onde não há criação não existe Arte. Enganar-se-ia quem atribuísse esse poder criador a um dom inato. Em matéria de Arte, o criador autêntico não é somente um ser dotado, é um homem que soube ordenar, visando a determinado fim, todo um conjunto de atividades do qual resulta a obra de Arte. Assim para o artista, a criação começa com a visão. Ver, já é um ato criador e que exige certo esforço. Tudo o que vemos na vida quotidiana sofre, mais ou menos, a deformação engendrada pelos hábitos adquiridos e o facto é talvez mais sensível numa época como a nossa, onde cinema, publicidade, jornais impõem diariamente um fluxo de imagens preconcebidas, que são um pouco, na ordem da visão, o que é o preconceito na ordem da inteligência.
O esforço necessário para libertar-nos exige uma espécie de coragem; e essa coragem é indispensável ao Artista que deve ver todas as coisas como se as visse pela primeira vez; é preciso ver a vida inteira como no tempo em que se era criança, pois a perda dessa condição nos priva da possibilidade de uma maneira de expressão original, isto é pessoal.

Henri Matisse, in Art et Education - Recueil D'Essais, diretor de publicação Edwin Ziegfeld, coletânea editada pela UNESCO, Paris, 1954. 

Ora espreite... a escola:










quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Reportagem sobre Filosofia para Crianças, RTP 1

Ontem mesmo foi para o ar a reportagem sobre Filosofia para Crianças, pela jornalista Helena Figueiras (RTP) no programa Portugal em Direto.

A repórter assistiu à sessão do 4º ano, que está de parabéns pois proporcionou uma excelente sessão!

Pode assistir à mesma aqui a partir do minuto 11:38.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os Bonecos das Preocupações

Os bonecos das preocupações têm 
a sua origem na Guatemala...


... e basta contar-lhes as nossas preocupações e colocá-los debaixo da almofada para dormirmos descansados!

Sessão de Filosofia para Crianças, 1º ano

Pizza Familiar










Sessão de Filosofia para Crianças,  1º ano.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

«Vamos a Votos!» - Limites do Critério Democrático

Numa sessão de Filosofia para Crianças não é raro o coro de vozes simultâneas de desacordo. Arrisco dizer que é um dos indicadores de qualidade de uma sessão.
Uma das reacções a esta confusão de «Siiim!» e «Nãaao!» inicial é «Vamos a votos!».

E isto motivou a sessão de hoje com o 4º ano.
O que nos diz a votação?
Serve para todos os casos?
O que não nos diz a votação?

Não sei se foi por grande parte da comunidade de investigação se ter ornamentado com as anteninhas de abelha, já ensaiando para o corso de carnaval, mas as ideias brotaram com velocidade e com qualidade!






Há pouco tempo houve eleições e os votos disseram «a opinião das pessoas», «as preferências por um candidato» e que «Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito pelos portugueses». Decidiu-se.
As pessoas pensaram que ele foi o melhor candidato porque: gostaram dos seus projectos (La.) observaram as suas características (mas às vezes os candidatos podem fingir) (J.), pensaram bem antes de ir votar (L.).

Partimos para outro caso «Que jogar no recreio?»
Sim, a votação parece resolver este problema. Mas para isso têm de existir várias opções!  (La.)

Outro problema mais: «Qual o jantar de logo à noite?»
A votação pode resolver esta questão. Mas há outras formas de resolver! 
- cada um janta o que desejar  (La.);
- é melhor escolher bifinhos de perú (L.), porque há no frigorífico, mesmo que a opção mais desejada seja frango assado. Porque: * não há frango; * ir comprar demora muito; * a loja pode estar fechada (M.)...
- não há escolha, é a mãe que faz. (L.)

Um problema um pouco mais difícil: «Roubar pode ser justo?»
Se em 8 pessoas 7 disserem que roubar pode ser justo, isso quer dizer que roubar pode ser justo?
Não. Porque sete podem estar erradas ou a pessoa pode estar sozinha e certa (M.). E porque pode ser ou não ser (J.). E portanto temos que pensar bem (L.) - que é como quem diz ver quando pode ser justo, quando é que não é justo, dizer porquê e só depois concluir. (La. e J.)

E a L. brindou-nos com um último limite do critério democrático - a verdade.
«Se a F. diz que a festa da J. é na hoje e a R. diz que não é hoje, ir a votos resolve nada.» (L.)


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Hummm... Cheira a Sócrates!

Enquanto subíamos as escadas para a sessão de Filosofia para Crianças do 1º ano...

- Hummm... Cheira a Sócrates!
- Cheira a quê, Tiago?
- A Sócrates. Sempre que estás aqui cheira-me a Sócrates!
- E que como é esse cheiro?
- Ohhhh, não sei explicar mas esta hora cheira-me a Sócrates.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

«Filosofia para Crianças Conquista Escolas Algarvias», Barlavento

O semanário regional Barlavento , na pessoa da jornalista Sara Alves, assistiu a uma

sessão de Filosofia para Crianças do 4º ano.


Hoje, ao espreitarem-se na reportagem, os alunos estavam em delírio!


«É uma disciplina que educa para aprender a ouvir, pensar, questionar e argumentar. O «barlavento» acompanhou duas aulas de Filosofia para crianças, lecionadas pela professora Laurinda Silva, uma no ensino público e outra no privado. Apesar das diferenças entre instituições, o resultado é, em ambas, surpreendente: alunos mais participativos, comunicativos e críticos.» in Barlavento 14 Jan. 2016

Espreite também aqui o artigo completo!








sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ridendo Castigat Mores - Definir «definição»


Seguindo o bom, crítico e cítrico humor de Voltaire (Paris, 1694 - 1778), não só no seu Dicionário Filosófico (1764) como em toda a sua obra, bem como na companhia de Gonçalo M. Tavares, iniciámos também um dicionário na sessão de Filosofia para Crianças com o 4º ano.

Aparentemente o menino Andersen concorda com Voltaire: são precisas novas definições, seja porque as que existem não entusiasmam as pessoas ou porque é necessário descobrir novos significados, sem medo da própria razão.








«Galo - é animal que ainda não foi informado de que já foi inventado um relógio-despertador.»




Depois definirmos "definição", notámos que as estas, no Dicionário do Menino Andersen, contrastavam com as do dicionário da Porto Editora, contudo os participantes aperceberam-se que, de facto, faziam sentido, apesar de não serem convencionais!

Um bom exemplo disso foi a definição de Caixote do Lixo, vistas bem as coisas, a comunidade de investigação bem o reconheceu como «os restos das [suas] alegrias de ontem» - é onde pusemos as cascas das bananas e das mangas! Hummm... Adoro mangas!; os papéis dos chocolates e as caixas dos brinquedos...




Ridendo Castigat Mores. 
Com o riso se castigam os costumes.




Votos de um Novo Ano, cheio de novas palavras, significados e perspectivas!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Em metade do planeta está calor!

Aceitando o desafio natalício Wonder Ponder os petizes de seis anos de idade desenharam uma colecção totalmente nova para este InvernoVerão que acontece no planeta TODO.
De facto, o fato do Pai Natal é bom para o frio, mas para o calor...

Ficam os modelitos, com mangas mais curtas, tecidos mais leves e até um pouco de surf!








Presentes para as Outras Crianças


 Na última sessão de Filosofia para Crianças o 1º ano elaborou um mural colectivo.
A pergunta móbil foi «Que prenda darias às outras crianças?» (o destinatário indefinido foi propositado) e partiu da audição do conto O Sapateiro e os Duendes onde a boa vontade daquele, oferecendo o que mais gostava de fazer às crianças, foi recompensada pela ajuda dos duendes nas encomendas de sapatos.

Os alunos ofereceram: planetas, guitarras, borboletas, cãezinhos, magia, estrelas, hambúrgueres, playstations, flores, jogos, bolas... 

Se tem algum presente em vista, certamente o encontrará por aqui!

Votos de festas felizes a todos os meninos e meninas e a todos os leitores! 





segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Espelho Meu, Espelho Meu...

A sessão de Filosofia para Crianças do 4º ano, hoje, foi especial. Por vários motivos. Um foi o facto de Espelho nos ter acompanhado, outro foi o 3º ano juntar-se a nós...

hummm
vsst
hum?
vsst
ui!
vsst
ãahahãa
vsst
brrrrttt
vsst
hoooffff
vsst
bahhh
v s s t as páginas do livro foram chegando ao fim.

Motivos para que a sessão tenha sido especial foram-se apresentando:

A cara de espanto, absolutamente genuíno, da F. quando a menina desapareceu.
A atenção precisa da R. quando o reflexo já não faz o que a menina faz. 
O diálogo do I. com a obra, com a pergunta mais nevrálgica que se poderia fazer «-Qual é a verdadeira?» (I.).
O reconhecimento da F. da qualidade da pergunta do I.
A distinção, por parte do grupo, entre reflexo e macaquinho de imitação.
A distância entre o eu e a minha imagem, desvelada pelas palavras do Outro. 
(«A imagem que tenho da J. é que ela é uma pessoa amorosa.»J.R.) 
A descoberta do A. de que a imagem que o I. tem de si (A.), não é aquilo que o A. é.
...






 Grata a todos pela sessão, grata à querida Dina Adão, por me ter apresentado a Suzy Lee.






segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Como podemos achar que é bonito se nem sequer percebemos?


 «Alacazém/ Ziriguidum...» 

Alguns sons estranhos começaram a ouvir-se, até que a turma percebe que o poema fala de uma festa, onde há convidados familiares, mas também amigos. E o que cada um leva rima com o seu nome. Com a excepção do gato, que apenas «vem ao cheiro»!
As rimas são importantes porque tornam um poema mais engraçado, mas também há poemas sem rimas (M.). Se bem que... isso não faz sentido nenhum! (L.)

A polissemia da palavra sentido gerou uma certa confusão no grupo ("Os poemas sem rimas são sem sentido." vs "Não faz sentido haver poemas sem rimas.") da qual brotou a pergunta mais marcante da sessão (o que nos levou a percorrer as diferentes dimensões da experiência estética): Como podemos achar que é bonito se nem sequer percebemos? (J.)
Pelo olhar, pelo som ou por acharmos diferente foram algumas hipóteses de resposta que se fundamentaram em exemplos: 
os japoneses gostam de fado e não percebem português, nós não sabemos inglês e gostamos de músicas nessa língua.
Mas se descobrirmos que elas têm palavrões, deixamos de gostar. (várias vozes)

A comunidade de investigação concluiu: se percebermos uma coisa, podemos achá-la ainda mais bonita, mas podemos também deixar de gostar dela.


Sessão de Filosofia para Crianças, 4º ano
Grata pelas perguntas!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O Que é o Preço?

O Que é o Preço? foi a pergunta de abertura da sessão de Filosofia para Crianças, hoje, com o 1º ano. Mas na verdade, poderia ter sido outro qualquer!

Exporei aqui, o que realmente interessa:
  • A Matilde expôs um exemplo;
  • A Vânia mostrou um erro do exemplo da Matilde;
  • A Matilde mudou de ideias;
  • Quase todos deram exemplos;
  • A Maria, a Inês, o Chris  e o Vítor apontaram conceitos relacionados;
  • O Alfredo definiu;
  • A Catarina percebeu que não devia ter o dedo no ar porque eu havia perguntado «Quem concorda?» e ela não concordava;
  •  A Matilde notou que o exemplo do José estrada era igual ao seu casa (para coisas que não têm preço) e que, portanto, também era desadequado;
  • O José também mudou de ideias;
  • Todos desenharam oposição de ideias (tem preço vs não tem preço)
  • ...
(todos os nomes são fictícios )
Ficam brevíssimos registos fotográficos:


O cabelo e as pessoas não têm preço. As casas sim. (S.)


O Pão tem preço. Marte e os triângulos não. (T.)